
(...) é difícil procurar poemas para um amor completamente novo.
Os melhores poemas são sempre feitos de um amor já muito antigo,
pensou ela,
e temperados com mágoas,
intimidades e memórias cheias de musgo.
As cartas de amor escrevem-se sempre à noite
e deixam-se de molho, num bom caudal de lágrimas,
até a manhã seguinte.
Depois relêem-se e, infelizmente, rasgam-se.
- Inês Pedrosa -
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